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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Raça Árabe




Segundo a lenda, Alá teria criado o cavalo Árabe com um punhado de vento sul. Muitos dizem que o animal viveu em estado selvagem nos desertos árabes durante milhares de anos. Porem, nunca foram encontradas ossadas de cavalos pré-historicos na região. Outros acreditam que o árabe seja descendente do akhalteke, cavalo turco igualmente elegante,dotado de andaduras rápidas e alongadas e de uma resistência surpreendente. De fato, existem semelhanças morfológicas entre as duas raças, mas afirma que uma seja descendente da outra pode ser exagero. A origem do cavalo árabe permanece, portanto, misteriosa... Por outro lado, sabe-se que a raça é o resultado de uma seleção rigorosa a que se dedicaram os bebuinos da Arábia desde os primeiros séculos da era cristã. Nessa época, foi criado u livro das origens da espécie...oral! os bebuinos zelavam pela pireza da raça com verdadeiro fanatismo, permitindo que apenas os cavalos puros se reproduzissem. A vida hostil do deserto, sem duvida, contribuiu para fazer dos árabes cavalos frugais, sóbrios e resistentes. A busca por alimentos e água, raros no deserto, fez com que esses animais tivessem que percorrer longas distancias em solo ardente. Conta-se que, quando a chuva demorava demais a cair e a pastagem ficava escasa, os cavalos mais preciosos eram alimentados com tâmaras, leite de camelo ou carne seca de cavalo... Os cavalos árabes começaram a se espalhar pelo mundo no final das conquistas da guerra santa. Mais tarde, na época das cruzadas, alguns exemplares foram levados a Europa, mas ainda não eram utilizados como raçadores. A aprtir do renascimento e , sobretudo, depois das guerras napoleônicas, a superioridade em relação a velocidade e a resistência, tornou seu sangue muito cobiçado. Hoje, a lista das raças formadas a aprtit de cruzamentos com o árabe é imensa, o andaluz, o crioulo, o percheron etc. Há mais de séculos, o árabe é criado em todo o mundo. Os que vivem em regiões desérticas, com clima e vegetação semelhantes aos do seu berço de origem, com o Arizona, conservam todas as características da raça. Por outro lado, os cavalos criados em áreas temperadas, com pastagens ricas e abundantes, tornam-se depois de algumas gerações, maiores, mais frágeis, menos resistentes do que os primos do deserto árabe. Apesar disso, eles mantêm sua vivacidade e exuberância, características muito apreciadas pelos amantes da raça.




Origem:
Arábia Tamanho: de 1,42 a 1,51m Pelagem: todas as cores são aceitas, sendo a tordilha as cores mais freqüente. Seus membros são, ao mesmo tempo, resistentes,fortes e delicados. Os cascos pequenos e duros denotam sua habilidade de corrida. O pescoço gracioso e a cabeça estreita, com narinas bem abertas, conferem ao animal uma aparência elegante.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Raça Puro Sangue inglês


O puro-sangue inglês é também conhecido pelo nome da modalidade a qual se destina: cavalo de corrida. É provável que, desde que o homem começou a montar cavalos, os cavaleiros disputem corridas, por prazer, gloria ou para comprovar o valor de sua montaria. Mas foi apenas no século XVII, na Inglaterra, que as corridas começaram a ser organizadas.

Ao notar que a nobreza escocesa comparava a rapidez de seus cavalos nas corridas de Newmarket (que mais tarde se tornou o centro britânico do cavalo de corrida), Jaime I percebeu a grande vantagem desse tipo de competição: as corridas permitiam selecionar os animais mais rápidos tanto para o serviço militar quanto para o civil. Assim, o rei encorajou a importação de bons cavalos estrangeiros, atitude mantida por seus sucessores.

Cobertas por esses garanhões ( geralmente orientais, árabes ou berberes), as éguas nativas mais rápidas deram a luz a potros cada vez maiores e mais habilidosos, mas que ainda não eram puro sangue.

Durante os primeiros anos do século XVIII, três novos garanhões orientais chegaram a Inglaterra: Darley Arabian, Byerley Turk e Godolphin Arabian, que fundaram a nova raça. Seus potros tinham uma rapidez notável, nunca antes alcançada. Em 1750, os ingleses estabeleceram a raça, criando seu studbook. Todos os puro sangue inscritos possuíam pelo menos um dos três excepcionais genitores em sua ascendência.

A paixão por esses cavalos “ comedores de vento” foi tanta que os campos de corrida rapidamente se multiplicam pela Inglaterra, não apenas pelo prazer do publico em ver a performance de cavalos excelentes, mas também pelas possibilidades de aposta. Desde então, a febre inglesa se espalhou, e as corridas hípicas passaram a ser organizadas em todo o mundo.

Hoje, o puro-sangue inglês é criado em todos os continentes, nos Estados Unidos, Argentina, França, Rússia, Alemanha, Austrália, Colômbia, e Brasil, alem da Inglaterra, e o objetivo dos criadores é fazê-lo correr e ganhar.

O montante de dinheiro que circula nas corridas de puro-sangue ingleses faz a raça ser desenvolvida ate mesmo em países que, aparentemente, são pouco propícios a sua criação, devido ao clima ou a falta de forragem. Em Hong Kong, que não possui pastagens, ou no Panamá, onde a cana-de-acuçar se desenvolve melhor do que a alfafa, os cavalos puro-sangue ingleses chegam de avião, assim como sua alimentação.

Origem: Inglaterra

Altura: 1,50 a 1,70m

Pelagem: alazã, castanha,tordilha ou negra.

A primeira vista, percebe-se a suavidade de sua pelagem sedosa, que deixa aparentes alguns vasos sanguíneos. Com dorso curto, tórax largo, passagem da cilha profunda, garupa alta e plana(mas sempre musculosa), e canelas curtas, o puro-sangue inglês exibe as características de um exímio corredor.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Raça Quarto de Milha


A raça foi fixada no século XVIII nos Estados Unidos. Os colonos da Virginia e da Carolina do Norte e do Sul realizaram cruzamentos entre cavalos espanhóis e norte-europeus para obter montarias mais robustas e , principalmente, aptas a corridas de curta distancia, daí o nome quarto de milha.. os cavalos selecionados passuiam um antermao poderoso, que lhes asseguravam arranques fulgurantes. Logo ficou evidente que essa morfologia os tornava particularmente hábeis para o trabalho com o gado: apartar os bezerros, separar vacas e etc. ao mesmo tempo em que eram desenvolvidas provas esportivas inspiradas nesse trabalho( apartação, tambor, etc) , a rafa foi se desenvolvendo, e hoje é uma das mais presentes em todo o mundo. O sucesso do quarto de milha esta relacionado a sua personalidade: acostumado a prestar atenção nos movimentos do gado, o cavalo se tornou muito sensível aos comandos do homem. De temperamento calmo, a maior porte dos garanhões pode ser montado por cavaleiros inexperientes. Apesar de corajoso, tranqüilo e resistente, o quarto de milha sofre de uma certa fragilidade dos membros, que são muito solicitados pela sua musculatura hiperdesenvolvida.


Origem: Estados Unidos
Altura
: cerda de 1,60m
Pelagem
: todas as cores simples. Sua garupa é bem desenvolvida, mesmo potro. Os membros são esguios, o dorso, curto e forte, a cabeça, pequena sobre o pescoço bem desenvolvido e espáduas musculosas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Cavalo selvagem brasileiro


Quem visita a região do Alto do Maruai, em Roraima, fica surpreso ao se deparar com bandos de cavalos ágeis e resistentes galopando livres pelo lavrado, espécie de savana roraimense que dá nome a raça: lavradeiro.

Estudos realizados pela Embrapa demonstram que os cavalos lavradeiros são descendentes de animais introduzidos pelos colonizadores espanhóis e portugueses há mais de trezentos anos, e pertencentes ao mesmo tronco de raças andaluz e garrano.

Os lavradeiros eram cruzados com animais de outras raças para trabalhar nas fazendas da região. Porém, em 1991, a partir da demarcação da reserva indígena de São Marcos, no município de Pacaraima, os cavalos foram se desgarrando dos locais onde mantinham contato com o homem e passaram a viver incorporados a natureza. Daí a denominação de “cavalos selvagens”.

Estima-se que existam hoje cerca de dois mil indivíduos com todas as características da raça dos lavreiros. Considerados animais espertos, de porte elegante, os cavalos selvagens de Roraima têm olhos grandes, pernas fortes e flexíveis. Eles voltaram a se reproduzir em liberdade, mas, curiosamente, são muito dóceis depois de domados. Entre as suas características destacam-se a velocidade e extrema existência. Durante a seca, andam grandes distancias para encontrar água e, na época das chuvas, ficam ate quatro meses com as patas imersas na água. A raça tem até o apelido de “pé duro” pela resistência de seus cascos. Apesar dessas qualidades, o interesse comercial pela raça ainda é pouco expressivo, o que dificulta a obtenção de verbas para pesquisa. Ainda não existe nenhum projeto especifico de proteção aos lavradeiros em estado selvagem.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Doma Racional de Cavalos



A doma racional é um processo de domesticação, em que se busca desenvolver o entendimento e a cooperação entre cavalo e domador, baseada sempre na confiança e no respeito mútuo.