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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Raça Berbere

O berbere é originário da África do Norte, mais exatamente da região semi-árida as margens do Saara. No século VIII, quando invadiram e Espanha, os mouros montavam mais cavalos berberes do que árabes. Cruzados cm éguas espanholas, esses animais guerreiros produziram a raça andaluz.
Em 1662, o porto de Tanger sucumbio ao domínio do rei Carlos II da Inglaterra, que, por mais de vinte anos, importou berberes destinados a melhorar o vigor e a velocidade dos primeiros cavalos britânicos. Mais uma vez, o cavalo africano contribuiu para produzir uma raça de puro sangue.
Suas qualidades comprovadas como caçador – rusticidade, frugalidade e resistência – tornaram o berbere um cavalo muito apreciado, principalmente pelos cavaleiros de sua região, os bebuinos. Durante séculos, o berbere foi o eixo da civilização desses pastores guerreiros, ele era indispensável para deslocar bandos de dromedários e carneiros durante confrontos entre tribos. Assim, a velocidade e a resistência dos animais garantiam a vida desse povo. Em seu livro, cavalos do Saara, o general Daumas (1803-1871) descreve incríveis façanhas dos cavaleiros do deserto, que percorriam 150 quilômetros em 24 horas, praticamente sem beber água, e suas montarias terminavam o trajeto prontas a seguir viagem. Pode parecer impossível, mas, considerando o conhecimento que os bebuinos possuíam de seus cavalos, é bem provável que isso realmente acontecesse.
Entre os felizardos que descobriram a superioridade dos cavalos berberes está um grande escudeiro do século XIX, o capitão Beudant. Durante sua estadia em Marrocos, ele fez travessias pelo deserto tão incríveis como as dos babuínos. Alem disso, submeteu os animais a alta escola e aos saltos de obstáculos improvisados. Existiria melhor maneira de testar as fantásticas qualidades e aptidões do berbere?
Até a época da guerra da Argélia, vários berberes foram importados anualmente para a Europa, onde representavam uma parcela significativa da cavalaria dos centros eqüestres. Devido a acontecimentos históricos recentes e antigos, a importação do berbere se tornou rara, e sua criação fora da África, praticamente inexistente.

Origem: África do Norte
Altura: 1,40 a 1,50 m.
Pelagem: alazã, negra, tordilha e castanho-escura.
Sua cabeça é alongada e seu perfil delicado. Seus membros são longos e fortes, as espáduas planas e sua garupa arredondada, com cauda de inserção baixa. Extremamente sólido, ele se satisfaz com uma alimentação pobre em quantidade e qualidade.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Raça Lavradeiro

Os cavalos lavradeiros descendem de animais introduzidos na America por colonizadores espanhóis e portugueses, e pertencem ao mesmo tronco das raças andaluz e garrano. Os lavradeiros foram cruzados com as raças para trabalhar nas fazendas da região. A raça se originou num habitat chamado “lavrado”, em Alto do Maruai, Roraima. Esse ecossistema é caracterizado por campos e pradarias nativas de baixa altitude, compostos por gramíneas de baixo valor nutritivo, o que possibilitou o surgimento de um cavalo veloz, com alto potencial de trabalho e enorme resistência ai esforço físico prolongado. Porém, em 1991, a partir da demarcação da reserva indígena de São Marcos, no município de Pacaraima, os cavalos foram se afastando dos locais onde mantinham contado estreito com o homem e passaram a viver soltos na natureza. Daí a denominação de “cavalos selvagens”. Hoje, quem visita a região depare-se com bandos de ágeis cavalos galopando livres sobre o lavrado. Estima-se que existem cerca de dois mil animais que guardam todas as características da raça. Eles voltaram a se reproduzir na condição selvagem mas, curiosamente, são muito dóceis depois de domados. Alem disso, os solos de baixa fertilidade da região não impedem que a raça apresente altas taxas de natalidade. Velozes, resistentes e inteligentes, os lavradeiros são cavalos valiosos, cuja raça tem sido estudada para fins preservação e aprimoramento genético.
Origem: Brasil
Altura: 1,40m(em media)
Pelagem:
castanha,tordilha,rosilha e alazã O clima quente e árido, e a vegetação pobre em nutrientes do lavrado(cerrado) forjaram os cavalos rústicos do interior de Roraima, considerados uma das ultimas raças de cavalos selvagens do mundo.

Raça Baixadeiro

O cavalo Baixadeiro é resultado de cruzamentos com raças trazidas da península Ibérica, provavelmente dos cavalos garrano e berbere. A raça se desenvolveu na baixada maranhense, adaptando-se ao ecossistema do norte do estado, marcado por estações de inundações alternadas com secas.

Raça centenária ameaçada de extinção, recentemente passou a ser pesquisada pela Universidade Estadual do Maranhão e a fazer parte de programas da Embrapa de aprimoramento genético e preservação de animais domésticos ameaçados de extinção.

Essa raça eqüina é amplamente utilizada na baixada maranhense, especialmente na lida com o gado e nas festas folclóricas locais.

As pesquisas sobre o Baixadeiro ainda estão em andamento, mas acredita-se que ele tenha características semelhantes as dos cavalos pantaneiro e marajoara, que do mesmo modo vivem em regiões inundáveis, sendo também ele é capaz de alimentar-se e movimentar-se com os pés permanentemente dentro d’água.


Origem: Brasil

Altura: 1,40m ( em media)

Pelagem: predominantemente tordilha e castanha.

Importante meio de transporte para as comunidades da Baixada Maranhense, o cavalo baixadeiro apresenta pequeno porte e é chamado de pônei, sendo adequado para a sela, mas não para trabalho de tração.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Raça Pantaneira

Descendente do crioulo argentino e de cavalos resultantes de linhagens lusitanas levados pelos bandeirantes paulistas através de Goiás até a região, formou-se um tipo eqüino com características próprias, adquiridas durante séculos de seleção natural no Pantanal mato-grossense. No século XX, a raça foi cruzada com cavalos anglo-arabes, puro sangue ingleses e árabe, o que melhorou sua conformação e beleza, mas manteve as características especificas condicionadas pelo ambiente considerado um cavalo “anfíbio”, o pantaneiro é a montaria ideal para a lida com o gado tanto no período das cheias – quando ele precisa mergulhar a cabeça para “pescar” sua pastagem – quanto na estação da seca. Alem da lida com o gado, o pantaneiro realiza com versatilidade as provas de laço. Seu controle genealógico é feito em Poconé, no Lato Pantanal, pela Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro.

Origem: Brasil
Altura: 1,40m(macho) 1,35m(fêmea).
Pelagem: todas as cores exceto a albina. De porte pequeno, mas robusto, o pantaneiro exibe uma musculatura definida e ossatura e tendões fortes. Suas narinas são abertas e flexíveis, o pescoço musculoso, o peito amplo, o dorso e o lombo curtos, retos e bem sustentados. Os cascos são bem desenvolvidos, e a ranilha é flexível, características ideais para enfrentar terrenos alagadiços com desenvoltura. Forte, resistente e inteligente, o pantaneiro é utilizado no trabalho e no esporte.

Raça Mangalarga




A marcha trotada


No trote, o animal descola simultaneamente um membro anterior e um posterior de lados opostos, ou seja, perfaz uma andadura de dois tempos, sempre com os apoios diagonais entrecortados por um tempo de suspensão, em que nenhum membro toca o solo. A marcha trotada, característica do mangalarga “ paulista”, também é uma andadura diagonal, em dois tempos. Mas diferencia-se do trote, pois apresenta um tempo ínfimo de suspensão entre os apoios, o mínimo necessário para que o cavalo troque os membros anteriores e posteriores apoiados no solo. A excelente flexão de joelhos desse animal proporciona a elevação breve e a sincronização; já a regularidade das trocas dos apoios diagonais garantem o conforto característico da marcha trotada.


O Mangalarga Paulista


Côo foi visto na sessão sobre o mangalarga, o nome mangalarga se refere a uma população eqüina do sul de Minas Gerais, região limítrofe com o estado de São Paulo, iniciada pela família Junqueira. Mais tarde, alguns de seus membros se mudaram para o estado bandeirante trazendo suas montarias. A raça de eqüinos, que fez muitos adeptos no novo estado e também nos vizinhos, possuía uma diferença dos mangalarga machador: a marcha trotada.

Em 1928, o zootécnico Paulo de Lima Correa lançou as base para a caracterização do cavalo mangalarga. Entusiasmado com a dedicação do especialista, dois criadores paulistas, Celso Torquato Junqueira e Renato Junqueira Neto, fundaram em 1934, a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos da Raça mangalarga.

Eles buscavam criar animais adequados tanto para o trabalho com o gado quanto para um esporte muito popular na época, a caça ao veado, desenvolvido uma raça com boas andaduras, resistência, docilidade e nobreza de caráter, alem da marcha trotada, obrigatória para que o animal fosse registrado definitivamente no studbook da raça.

Hoje, sua boa conformação, resistência e flexibilidade fazem desse cavalo uma ótima montaria para as provas de enduro eqüestre. Seu pescoço esguio e forte permite grande equilíbrio, movimentos amplos e facilidade de engajamentos dos membros posteriores. A garupa ampla e comprida e as coxas com músculos definidos, garantem arrancadas rápidas. Seu peito amplo e profundo, os membros fortes, garantem sua lendária resistência e aptidão para percorrer grandes distâncias.



Origem: Brasil

Altura: 1,55m

Pelagem: tordilha,castanha,alazã e rua .

Dócil,enérgico e vivaz, o mangalarga responde prontamente aos comandos do cavaleiro, que pode permanecer por muito tempo sobre seu dorso sem se fadigas, graças as características da sua marcha trotada.