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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Raça Mangalarga Marchador

Esse elegante cavalo de sela brasileiro possui uma marcha única e, provavelmente, a mais confortável do mundo: o cavaleiro praticamente não sente o impacto de suas passadas pois, na maior parte do tempo, o animal mantém três pernas apoiadas no solo, em vez de duas. O mangalarga marchador desenha no ar um semicírculo com os membros anteriores, e usa os posteriores como uma alavanca, alternado os apoios no sentido diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário, o tríplice apoio. A andadura genuína do mangalarga marchador possui outras características essenciais. Dócil e ativo, ele pode ser montado por pessoas de qualquer faixa etária e nível de equitação. Sua lendária resistência o faz ser capaz de completar longas distancias e enfrentar com inteligência os desafios do percurso. Sua rusticidade faz dele uma opção de fácil manejo, adaptável a qualquer tipo de clima e relevo.

Uma breve historia

A origem da raça mangalarga se deu há cerca de duzentos anos, na comarca do rio das montes, no sul de minas, por meio do cruzamento de cavalos da raça alter - trazidos da coudelaria de alter, em Portugal – com cavalos selecionados pelos criadores da região.

A base de formação dos cavalos alter é a raça espanhola andaluz, originada de cavalos germânicos, berberes e nativos da península Ibérica. Os cruzamentos entre essas raças e também entre cavalos puro-sangue ingleses, árabes e anglo-arabes, deram origem a animais elegantes, belos, resistentes, de temperamento dócil e adequados a montaria.

Os primeiros exemplares alter chegaram ao Brasil com dom João VI e a família real, em 1808. a prestigiosa coudelaria de alter tinha sido criada em 1748 por dom João, e seus produtos eram cobiçados por príncipes e nobres europeus.

Nessa época, Minas Gerais já se destacava como centro criador de eqüinos, e a chegada dos cavalos da raça alter certamente ajudou a aprimorar seus criatórios. A comarca do rio das mortes noa possuía nenhum potencial para a mineração de ouro, mas chamou a atenção dos colonizadores devido a abundancia de água e pastagem, ideal para a criação dos animais.

O mangalarga marchador teve como berço a fazenda Campo Alegre, no sul de Minas Gerais, que pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem foi atribuída a responsabilidade pela formação da raça. Seu sobrinho, José Frausino Junqueira, também foi um importante criador da raça mangalarga.

O nome da raça

Muitas historias são contadas para explicar o nome da raça, porém, a mais provável conta que um fazenda chamada mangalarga, no Rio de Janeiro, teria ficado impressionado com os cavalos da família Junqueira e adquiriu alguns exemplares para passeios elegantes na Corte. Quando alguém se interessava pelos animais, ele indicava as fazendas do sul de Minas, aonde as pessoas se dirigiam, perguntando sobre os notáveis cavalos da fazenda mangalarga. O nome marchador, obviamente, foi acrescentado em função da marcha peculiar do animal. No estado de São Paulo, desenvolveu-se um novo tipo de mangalarga com uma outra andadura característica, também confortável: a marcha trotada.

Registro

A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador foi fundada em 1949, e Belo Horizonte. Ela é autorizada pelo o controle e o registro dos animais da raça. Diante da construção de paternidade e maternidade entre o nascimento e os 36 meses de idade, os potros recebem o registro Provisório. Após os três anos de idade, os cavalos são submetidos a uma avaliação pelos técnicos da ABCCMM, que determinam se estão dentro do padrão da raça. Se estiverem, recebem o registro definitivo.

A Associação já cadastrou mais de trezentos mil animais, sendo os estados com maiores populações Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo. Alem disso, o cavalo é exportado para o Uruguai, Peru, Estados Unidos e vários países europeus.


Origem: Brasil

Altura: 1,47 a 1,57m.

Pelagem: tordilha,castanha,alazã e rua.

Destacam-se sua cabeça conga e seus olhos escuros, grandes e inteligentes.

A espádua é obliqua e a cernelha, saliente. Seu dorso é curto, seu lombo forte, e sua garupa arredondada e musculosa. Com a cauda de inserção baixa. Suas pernas são longas e resistentes. Um cavalo de sela excelente para passeios e cavalgadas, o mangalarga machador também se sai muito bem em provas de enduro e resistência.


Sou Mangalarga Marchador

Aquele que as margens do Ipiranga

Montava o imperador.

Sou Mangalarga Marchador

Em toda história do Brasil estou,

Tenho fôlego de gato.

Eu resisto ao carrapato,

Sou manso como um cordeiro,

Como um raio sou ligeiro.

Sou cavalo da parteira,

Sou cavalo sem fronteira.

E só tenho uma intenção,

Servir a todos sem distinção.

Sou Mangalarga Marchador,

Aquele que entre altos e baixos

Sempre lhe apoiou.

Sou Mangalarga Marchador,

Em todo estouro de boiada estou

Pra percorrer distâncias.

Aprendi a marchar,

Pro meu dono não se cansar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Raça Campolina

Fisicamente semelhante ao seu primo, o campolina é um cavalo marchador um pouco mais pesado do que o mangalarga.
A raça nasceu da necessidades de animais robustos e de andadura confortável para percorrer longas distancias. Em 1857, o criador Cassiano Campolina iniciou o cruzamento de animais nacionais sem padrão pré-definido.
Ele também percebeu a existência de um mercado interno para cavalos de grande porte, utilizados como montaria dos dragões da milícia real, na tração de coches na cidade do Rio de Janeiro, e em competições.
Durante suas andanças em busca dos melhores cavalos da região, Campolina adquiriu uma égua chamada Medeia, que, ao cruzar com um puro sangue Andaluz, gerou Monarca, garanhão de sua fazenda por mais de 25 anos, considerado o pai da raça.
Após a morte de Monarca, Campolina adquiriu um garanhão percheron, mas o resultado foram cavalos abrutalhados e inadequados para a montaria. Então pôs-se a pesquisar novas raças estrangeiras, alem de continuar adquirindo e selecionando os melhores cavalos da região.
Co a morte do criador, a seleção foi levada adiante e, em 1951, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores Campolina, em Belo Horizonte, quando o padrão oficial da raça elaborada.
Suas principais raças formadoras são: anglo-arabe, clydesdale, holstein, andaluz e o mangalarga marchador. Desta ultima, sabiamente, foi selecionada a marcha natural de tríplice apoio, extremamente confortável e elegante.
Origem: Brasil
Altura: mínimo de 1,54m(macho); 1,45m(fêmeas).
Pelagem: todas as cores
A raça nasceu há cerca de cem anos, em Minas Gerais. Primo do mangalarga, o campolina é um cavalo de sela, trabalho de tração leve e lazer, com marcha de tríplice apoio. Sua musculatura é bem desenvolvida, seus membros são longos, oblíquos e bem articulados. Seu pescoço é alongado e flexível, e o peito, amplo. A crina e cauda são longas e sedosas.

Raça Campeiro

O cavalo campeiro é, provavelmente descendente dos animais trazidos pelas primeiras expedições espanholas na época da colonização. A primeira noticia oficial da presença de eqüinos que viviam livres em Santa Catarina data século XVII, quando da abertura do caminho dos conventos que, partindo de Ararangua, em Santa Catarina, transpunha as matas da serra geral. Para aprimorar a raça. A partir do século XIX, o campeiro foi cruzado com cavalos puro-sangue ingleses e árabes, melhorando sua morfologia e funcionalidade tanto na lida com o gado quanto nas corridas de raias, esporte típico da região naquela época.
A criação do cavalo campeiro, antes abundante na região dos planaltos catarinenses e gaucho e na região dos pinhais, no Paraná, atualmente se restringe as cidades de Lages e Curitibanos.
Seu tamanho ligeiramente maior do que o pantaneiro pode ser explicado pela maior qualidade e quantidade de pastagem disponível no planalto mato-grossense.
Em 1976, foi criada a Associação Brasileira de Cavalo Campeiro , com o objetivo de garantir a preservação e o aumento de indivíduos da raça.

Origem: Brasil
Altura:mínima 1,42m(macho) e 1,40m(fêmeas)
Pelagem: principalmente a castanha e a tordilha.
O campeiro é um cavalo de porte pequeno, exibe uma morfologia proporcionalmente, embora a altura da garupa seja levemente superior a da cernelha, traço também característico das fêmeas pantaneiras. É um cavalo de sela e tração leve, que hoje vive nos planalto catarinensa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Raça Brasileiro de Hipismo

O cavalo de sela brasileiro, batizado de cavalo brasileiro de hipismo, foi desenvolvido a partir do cruzamento das raças mais aptas aos esportes hípicos, principalmente o puro sangue inlges, o hanoveriano, o westfalen, o holsteiner e o trakehner, entre outros.
Em 1977, foi fundada Associação Brasileira de Hipismo, com o objetivo de formar e promover a raça brasileira de hipismo. A associação é reconhecida pelo ministério da agricultura como a entidade responsável pelo serviço de registro genealógico , o studbook das raças utilizadas para a pratica do hipismo no pais.
A altura, a estrutura óssea e a andadura adequada, alem da leveza, não exigências físicas essências para um bom cavalo de salto de obstáculos, e estes foram os parâmetros básicos para a conformação da raça por meio da seleção e do cruzamento.
Com o estabelecimento da associação, iniciaram-se os cruzamentos a partir de garanhões importados ou nacionais, com aptidão reconhecida para o esporte hípico com éguas nacionais, com ou sem genealogia reconhecida, mas que apresentassem as características funcionais e morfológicas necessárias para esses esportes.
Para ser registrado com BH, o cavalo deve resultar do cruzamento entre animais de raças aprovadas pelo stubook brasileiro, alem de passar por uma analise de conformação e desempenho.
Hoje, o cavalo BH é reconhecido internacionalmente pelas vitorias conquistadas em importantes eventos internacionais, alem de fazer parte da World Breeding for Sport Horses, entidade internacional que reúne as associações das raças utilizadas em esportes hípicos em todo mundo.
Nas olimpíadas de Atlanta, em 1996, três dos quatro cavalos utilizados pela equipe brasileira eram BH, e garantiram ao Brasil a inédita medalha de bronze na modalidade. Hoje, nos concursos de salto de obstáculos realizados no pais, a maioria dos animais inscritos é BH, tendência que deve ser seguida nas competições internacionais.
A formação da raça brasileira de hipismo ainda se encontra em andamento, e o grande numero de raças utilizado na formação do BH, por resultar num coeficiente de endogamia próximo a zero, possibilita a implantação de vários programas para o melhoramento genético da raça.

Origem: Brasil
Altura: 1,65(fêmea) e 1,68m (machos).
Pelagem: todas as cores e tonalidades.
De temperamento dócil, o BH é um cavalo de porte médio, estrutura forte, linhas harmoniosas, com andaduras ágeis, elásticas e extensas.

Raça Mustangue




Consideram-se ancestrais desse cavalo da America do Norte os cavalos espanhóis que escaparam colonizadores e passaram a se reproduzir em liberdade.

Alem dos cavalos ibéricos, também foram introduzidos no novo mundo cavalos europeus que tiveram o mesmo destino: voltar ao estado de liberdade em bandos selvagens.

A dispersão em grupos selvagens favoreceu sua adoção por varias tribos indígenas e, depois, pelos primeiros cowboys. Porem, seu temperamento difícil e a pouca aptidão para o trabalho com o gado fez com que eles fossem substituídos pelo quarto de milha.

Deixados livres, os mustangues se proliferaram rapidamente nos estados desérticos do oeste americano, a ponto de terem sido considerados indesejáveis e brutalmente caçados. Em 1970, a raça estava ameaçada de extinção, e foi votada uma lei para protegê-la.



Origem: estados unidos

Altura: 1,40 a 1,50m.

Pelagem: todas as cores.

Esse cavalo selvagem possui uma aparência simples, com boa conformação óssea e pernas e cascos resistentes. Corajoso e robusto, ele é dotado de grande independência.